TCU suspende licitação para obras do Metrô de Fortaleza

TCU suspende licitação para obras do Metrô de Fortaleza
Tribunal de Contas pede explicações para a Secretaria da Infraestrutura sobre as regularidades no certame que definiu o consórcio à frente das obras.

O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou em caráter liminar a suspensão das obras da Linha Leste do Metrô de Fortaleza. O TCU atendeu a representação feita pelo consórcio constituído pelas empresas Acciona Construccion S/A e Construtora Marquise S/A.

As empresas alegam uma série de irregularidades no processo licitatório que definiu o consórcio FTS, formado pela Construtora Ferreira Guedes e Sacyr Construccion S/A como o vencedor do certame.

A Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra), responsável pelas obras, informou que ainda não foi notificada da decisão.

Entre as irregularidades apontadas, a parte requerente alegou que a tramitação da concorrência pública para as obras da linha leste recebeu as documentações e proposta comercial de apenas uma licitante, por conta de inúmeras cláusulas restritivas. Contudo, a documentação apresentada pelo consórcio vencedor apresenta irregularidades.

Dizem ainda que o Governo do Ceará tem flexibilizado as interpretações legais e ignorado falhas documentais em favor do consórcio vencedor, a fim de mantê-lo habilitado.

De acordo com a decisão do TCU, a Seinfra deve se manifestar em até 15 dias.

Fonte: G1

Trechos da Av. Aguanambi são bloqueados para conclusão de obras

Trechos da Av. Aguanambi são bloqueados para conclusão de obras
Nesta quarta-feira, serão bloqueados os dois sentidos do viaduto; no sábado (4), Aguanambi ficará interditada entre a Domingos Olímpio e a Mestre Rosa.

O viaduto da Avenida Aguambi, em Fortaleza, será interditado nos dois sentidos a partir desta quarta-feira (1º) para que sejam finalizadas as obras de requalificação da via. De acordo com a Autarquia Municipal de Trânsito e Cidadania (AMC), os veículos que utilizavam o equipamento terão que seguir pela rotatória. Agentes do Autarquia darão suporte operacional à intervenção.

No sábado (4) um novo bloqueio será implementado. A Avenida Aguanambi ficará interditada no trecho entre a Avenida Domingos Olímpio e a Rua Mestre Rosa. Até o dia 31 de agosto a via será liberada.

Veja os desvios, conforme orientação da AMC:

Sentido Messejana/Centro

Quem segue no sentido Messejana/Centro deve utilizar, prioritariamente, a Avenida Visconde do Rio Branco. Os ônibus já obedecem a esse desvio. Outra opção é seguir pela Avenida Aguanambi, dobrar à direita na Rua Artur Temóteo, à esquerda na Avenida Visconde do Rio Branco seguindo até a Dom Manuel.

O desvio para chegar ao Centro pela Rua Coronel Sólon será mantido, devendo o condutor dobrar à esquerda na Rua Padre Matos Serra, à direita na Rua Dom Sebastião Leme e à esquerda na Rua Coronel Sólon.

Sentido Centro/Messejana

O motorista que segue no sentido contrário (Centro/Messejana) terá que utilizar a Rua Lauro Maia (que terá sua circulação invertida), à direita na Rua Joaquim Magalhães e à esquerda retornando à Avenida Aguanambi.

O acesso ao Hospital Uniclinic será facilitado com a abertura provisória no cruzamento da Avenida Aguanambi com Joaquim Magalhães. Neste caso, o condutor deve seguir pela Rua Lauro Maia, dobrar à direita na Rua Joaquim Magalhães e à direita no contrafluxo da Avenida Aguanambi. Já o deslocamento para o jornal ‘O Povo’ deve ser feito pela rua de trás, Eusébio de Sousa, dobrando à direita na Rua Jornalista Daniel Carneiro, que terá o sentido invertido.

Obra e prazos

As intervenções que acontecem na Avenida Aguanambi fazem parte do corredor Messejana/Centro, cujo projeto prevê a requalificação viária da avenida no trecho compreendido entre a Domingos Olímpio e o viaduto da Borges de Melo, com a construção de um viaduto sobre a rotatória, passarela, faixas exclusivas para ônibus, novas estações, iluminação com fiação subterrânea, ciclovias, calçadas, paisagismo e novas praças.

Fonte: G1

Saiba quais são as vacinas que todos os adultos devem tomar

Saiba quais são as vacinas que todos os adultos devem tomar

Imunizar população de 18 a 50 anos é grande desafio, dizem médicos

Faz pelo menos quatro anos que a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Isabella Ballalai, acorda e dorme com uma questão na cabeça: como convencer os adultos a se vacinar? Passada a infância, as pessoas dificilmente voltam aos postos de saúde. Mas, hoje, é justamente a população adulta que preocupa: muitos dos que têm entre 18 e 50 anos não tiveram doenças como sarampo ou caxumba, nem tomaram todas as doses necessárias para se proteger delas. Logo, diferentemente de crianças , que em sua maioria estão vacinadas, e dos idosos, que estão imunizados ao ter essas enfermidades, a população adulta representa uma “janela” perigosa.

— Isso faz deles uma porta de entrada para epidemias — diz Isabella. — No caso do sarampo, por exemplo, estima-se que, entre os adultos, a cobertura seja de somente 5%. O cenário é de uma catástrofe em potencial.

A vacina contra o sarampo foi incluída no calendário nacional de imunizações na década de 1980, mas, até 1992, apenas uma dose era aplicada. Portanto, é provável que só quem nasceu depois desse ano tenha recebido a segunda dose — que garante eficácia de 97%. Assim como nesse caso, a imunização para outras doenças também passou por modificações, seja no número de doses, seja na idade para a aplicação. Além disso, muitas vacinas sequer existiam há alguns anos.

Algumas vacinas, como a BCG e a do rotavírus, são destinadas apenas a crianças. A primeira protege contra as formas graves de tuberculose que são perigosas especialmente para bebês. Além disso, existe tratamento para tuberculose com medicamentos oferecidos pelo SUS, para aqueles que contraírem a doença mais tarde. Já a segunda vacina é uma proteção contra diarreias comuns entre crianças de até 5 anos. Portanto, quem não tomou essas doses na infância não precisa mais se preocupar em tomar.

Outras vacinas, no entanto, são fundamentais mesmo para adolescentes e adultos. As doenças que mais podem afetar a população como um todo são o sarampo, a rubéola — especialmente as grávidas —, as hepatites A e B, a febre amarela, a difteria e o tétano. Deste modo, a recomendação dos médicos é que todos os indivíduos estejam em dia com as vacinas correspondentes. No caso de difteria e tétano, que para crianças fazem parte da imunização da pentavalente, para adultos estão disponíveis nos postos de saúde em forma da vacina dT.

— Enquanto, com determinado número de doses, as outras vacinas protegem por toda a vida, no caso da vacina da difteria e do tétano, as pessoas precisam tomar uma dose a cada dez anos. Quase ninguém faz isso — diz o médico Alberto Chebabo, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Infectologia.

Ele ressalta que, para quem acha que não tem disciplina para guardar por muito tempo uma caderneta física, uma boa alternativa é usar aplicativos de celular que têm essa funcionalidade.

— Muitos aplicativos de saúde permitem que se insira o histórico de vacinação. Embora o cartão físico seja necessário para qualquer comprovação oficial, o app pode ser de grande ajuda no dia a dia — aconselha Chebabo. — Se, ainda assim, houver dúvidas, é melhor se vacinar. Não há problema em tomar doses a mais.

Fonte: O Globo

 

Contingente fora da força de trabalho atinge 65,6 milhões

Contingente fora da força de trabalho atinge 65,6 milhões
O número de pessoas que não trabalham e nem procuram emprego bateu recorde no país. Apesar da taxa de desemprego ter desacelerado no segundo trimestre do ano, o contingente fora da força de trabalho chegou a 65,6 milhões, alta de 1,2% sobre o período anterior e o mais alto da série histórica do IBGE, iniciada em 2012, informou o órgão na terça-feira (31).
As pessoas fora da força de trabalho são indivíduos em idade para trabalhar, mas que não estão em busca de oportunidade. Isso ocorre, geralmente, por conta do desalento, que é quando a pessoa desiste de procurar emprego depois de tentar sem sucesso.
A taxa oficial de desemprego do país ficou em 12,4% no segundo trimestre. Segundo analistas da Bloomberg a expectativa era de uma taxa de desemprego de 12,6%. O resultado representa queda em relação ao verificado no primeiro trimestre do ano, quando a taxa foi 13,1%. Os dados são da Pnad Contínua.
Na comparação dos três meses encerrados em junho com igual período do ano passado, o emprego caiu também. Na ocasião, a taxa esteve em 13%. O contingente de desocupados, que são as pessoas que estão sem emprego, mas em busca de oportunidade, somou 12,9 milhões no segundo trimestre deste ano.
O indicador registrou queda frente ao apurado no trimestre encerrado em março, quando 13,6 milhões estavam nessa condição. No total, 723 mil pessoas deixaram a fila do emprego na passagem do primeiro para o segundo trimestre deste ano.
Já o número de ocupados, que são pessoas que de fato estão em algum emprego, somou 91,2 milhões em junho, alta de 0,7% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na passagem dos trimestres, 675 mil vagas foram geradas no país.
A queda no emprego está relacionada ao movimento que tem se repedido no mercado de trabalho brasileiro. O aumento de vagas registrado no período esteve baseado principalmente na geração de vagas informais.
Segundo o IBGE, dos 91,2 milhões de ocupados, ao menos 40,6% (ou 37,060 milhões) estão no mercado informal, em posições como trabalho no setor privado sem carteira assinada, trabalhador doméstico sem carteira, empregador sem CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica) e trabalhador por conta própria sem CNPJ.
O número de empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012, ao registrar contingente de 32,8 milhões de pessoas.
Já o contingente de pessoas no setor privado sem carteira assinada somou 10,9 milhões. Na passagem do trimestre encerrado em março para o trimestre encerrado em junho, 276 mil pessoas passaram a trabalhar sem carteira. No mesmo período, 113 mil pessoas passaram a trabalhar por conta própria.
“Aumento da população ocupada, baseada na informalidade e na geração de vagas no setor público, ajudou na queda do desemprego.
Por outro lado, o aumento das pessoas que deixaram de procurar emprego, por motivos que desconhecemos ainda, também ajudou a baixar a taxa”, afirmou o coordenador de Trabalho e Renda do IBGE, Cimar Azeredo.
O emprego no setor público somou 11,6 milhões de pessoas, alta de 392 mil pessoas no período. Desse total, contudo, 289 mil não tinham carteira assinada, em modelos de contratação que podem ser por meio de cargos comissionados ou consultorias. “É um aumento sazonal. É comum as prefeituras dispensarem trabalhadores no fim do ano e recontratá-los no início do ano seguinte”, explicou Azeredo.
FORA DA FORÇA DE TRABALHO
O aumento do número de pessoas fora da força de trabalho– que são as pessoas em idade para trabalhar mas que não estão procurando emprego– fez cair a taxa de desemprego.
Na passagem dos trimestres, 774 mil pessoas ficaram fora da força, num contingente que somou 65,6 milhões no período. Parte das pessoas fora da força de trabalho estão nessa condição em razão do desalento, que é quando a pessoa desiste de procurar emprego depois de tentar se inserir no mercado sem sucesso.
O contingente de pessoas fora da força atingiu o maior nível da série histórica, iniciada em 2012.
CONTA PRÓPRIA
O IBGE divulgou pela primeira vez o nível da formalização dos grupos de trabalhadores por conta própria e empregadores, que são indivíduos que têm pelo menos um funcionário.
Os dados mostraram que 80% dos 3,4 milhões empregadores no país tinham um CNPJ no segundo trimestre . Apenas 911 mil empregadores não possuíam o cadastro de pessoa jurídica.
Já no trabalho por conta própria, a relação se inverte: 80% não tinham CNPJ, o que pode denotar que os trabalhadores por conta própria costumam ser pequenos empreendedores que decidiram abrir seus negócios após perder empregos formais. Dos 23 milhões de trabalhadores por conta própria no trimestre encerrado em junho, 18,6 milhões não tinham CNPJ.
“Ao possuir CNPJ, a empresa têm acesso mais facilitado ao crédito e também abre a possibilidade de ser contratada por uma segunda
empresa. A Pnad mostrou informalidade grande entre os trabalhadores por conta própria”, disse Cimar.
Fonte: Folha de S. Paulo e Força Sindical

Ceará registra um acidente do trabalho a cada hora

Ceará registra um acidente do trabalho a cada hora

Hoje é o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho

Do início de 2018 até hoje, 5001 acidentes do trabalho foram registrados no Ceará. A média é de uma ocorrência a cada hora, com 36 mortes acidentárias, de acordo com estimativa do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho. Fortaleza concentra 50% dos casos de todo o estado. Os dados consideram apenas as ocorrências registradas no INSS por meio de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e sugerem uma realidade ainda mais significativa de acidentes não notificados.

De 2012 a 2017, foram 52.619 registros, ou seja, quase 9.000 acidentes anualmente. No mesmo período, o setor de atendimento hospitalar foi o que mais emitiu CATs no estado (3.971 registros), seguido da fabricação de calçados sintéticos (2.273), fabricação de calçados de couro (2.225) e construção civil (2.134).

Em 40% dos casos, de 2012 a 2017, os acidentados sofreram fraturas ou cortes (laceração, ferida contusa ou punctura). Por isso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) firmou acordo nacional com empresas do ramo produtivo de cimento para reduzir o peso da saca de 50 para 25 quilos, nos próximos 10 anos. “A medida traz benefícios não só para os trabalhadores da produção, mas também para os que atuam no varejo e na construção civil. É uma atividade preventiva”, esclarece o procurador-chefe do MPT no Ceará, Francisco José Parente Vasconcelos Júnior.

Somente este ano, já foram gastos mais de R$ 2,4 bilhões em benefícios previdenciários causados por acidentes e doenças do trabalho em todo o país. “Atualmente, a União tem ingressado na Justiça contra as empresas, para ressarcimento das despesas com trabalhadores acidentados”, explica o procurador-chefe. “Esse é mais um motivo para que o segmento empresarial se conscientize e cumpra as normas de saúde e segurança do trabalho”, defende.

Monitoramento

Os dados são do Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, ferramenta desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). O site atualiza em tempo real dados do INSS e Ministério da Fazenda para subsidiar projetos, programas e políticas públicas de promoção do trabalho seguro.

Fonte: MPT 7ª Região

Prefeitura assina ordem de serviço para obras da nova Beira Mar

Prefeitura assina ordem de serviço para obras da nova Beira Mar

A previsão de início das obras é para agosto deste ano, com conclusão em 24 meses

oi assinada a ordem de serviço para início das obras da nova Avenida Beira Mar de Fortaleza nesta quinta-feira (26). As intervenções, que incluem melhorias urbanísticas e de mobilidade ao longo da via, e a construção de um novo calçadão em toda a extensão da orla, estão previstas para iniciar em agosto deste ano. A previsão de conclusão é de dois anos.

A obras serão executadas pela Secretaria Municipal da Infraestrutura, por meio da empresa Edcon Comércio e Construções LTDA, vencedora da licitação. Está prevista a urbanização completa do trecho entre a Avenida Rui Barbosa e a Rua Tereza Hinko, dando continuidade às obras de requalificação já realizadas desde o novo Mercado dos Peixes, no Mucuripe, até o calçadão na Estátua de Iracema, às margens do Riacho Maceió.

Aumento da faixa de areia

    Ampliação da faixa de areia ocorrerá em dois trechos do litoral de Fortaleza (Foto: Diário Oficial/Reprodução)

De acordo com a prefeitura, são dois trechos de intervenções:

O primeiro entre os espigões da Rua João Cordeiro e da Avenida Rui Barbosa, prevê o acréscimo da faixa de praia e o Aterro da Praia de Iracema ficará com uma área total de 71 mil m² de área.

O segundo trecho consiste no aumento da faixa de praia entre a Av. Rui Barbosa e a Av. Desembargador Moreira, criando um novo aterro com cerca de 81 mil m² de área, possibilitando a ampliação do calçadão.

Ainda segundo a prefeitura, a região passará a contar com nova iluminação, fiação embutida, espaços para convivência com caramanchões, academias, banheiros, parque infantil, quadras de vôlei de praia, pista de skate, anfiteatro, pista de hockey, ciclovia, pista de cooper com 2,6 km de extensão, além de um posto da Casa do Turista e prédio administrativo.

   Feirinha na Avenida Beira Mar (Foto: Prefeitura de Fortaleza/Divulgação)

A feira de artesanato deve ganhar novo piso, nova iluminação e zoneamento com padronização dos boxes comerciais.

As obras vão custar aproximadamente R$ 40 milhões e vão contar com recursos do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Fonte: G1

Água da transposição do Rio São Francisco deve chegar até o fim do ano ao Ceará

Água da transposição do Rio São Francisco deve chegar até o fim do ano ao Ceará
Com o último trecho em obras, cerca de 4,5 milhões de pessoas da Grande Fortaleza devem ser beneficiadas. Transposição está com atraso de 6 anos

Com atraso de seis anos, a conclusão do Eixo Norte do Projeto de Transposição do Rio São Francisco – que levará água para o Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte – deverá ser entregue no segundo semestre de 2018, de acordo com o Ministério da Integração Nacional.

Ao todo, quando concluído, a Integração do Rio São Francisco custará R$ 9,6 bilhões, o dobro do previsto ainda no governo do presidente Lula.

Com 260 quilômetros de extensão – distribuídos em três etapas: 1N (140 quilômetros); 2N (39 quilômetros) e a 3N (81 quilômetros) –, o trecho está com 96% das obras concluídas. No início do mês, o consórcio Ferreira Guedes – Toniolo, Busnello recebeu a autorização para assumir as obras remanescentes da Meta 1N do Eixo Norte da integração.

De acordo com o Ministério, mais de 1,2 mil profissionais vão trabalhar para garantir o cumprimento do prazo. Após concluído, vai beneficiar 7,1 milhões de pessoas de 223 municípios dos quatro estados, dos quais 4,5 milhões moradores da Região Metropolitana de Fortaleza.

Conclusão de túnel

Os serviços de escavação do túnel Milagres, entre as cidades de Verdejante (PE) e Penaforte (CE), do Eixo Norte do Projeto, já está concluído. A estrutura é responsável por levar as águas do Eixo Norte ao Ceará.

O túnel, com quase um quilômetro de extensão e cerca de nove metros de diâmetro, é a primeira estrutura de engenharia do empreendimento no estado do Ceará e a última construção da primeira etapa do Eixo Norte. Com o término das escavações, as equipes vão trabalhar nos serviços finais da estrutura, como acabamento interno das paredes e piso.

Fonte: G1

SAÚDE E SEGURANÇA LER/Dort afastaram 22 mil trabalhadores das atividades profissionais em 2017

SAÚDE E SEGURANÇA LER/Dort afastaram 22 mil trabalhadores das atividades profissionais em 2017

Problema representa 11,19% de todos os benefícios concedidos pelo INSS no ano

Tarefas repetitivas que exigem força ou um ritmo de trabalho acelerado, somadas a posturas inadequadas e ao estresse, são o ambiente propício para o surgimento dos problemas de saúde conhecidos como LER/Dort – Lesão por Esforço Repetitivo e Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho. Segundo dados preliminares do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em 2017 foram concedidos 22.029 benefícios acidentários a trabalhadores que precisaram ficar mais de 15 dias afastados do trabalho por causa de algum tipo de doença relacionada à LER/Dort. O número representa 11,19% de todos os benefícios concedidos.

As doenças relacionadas à LER/Dort são caracterizadas pelo desgaste de estruturas do sistema músculo-esquelético que atingem várias categorias profissionais. Geralmente são provocadas por movimentos contínuos com sobrecarga dos nervos, músculos e tendões. Das 20 principais causas de afastamento das atividades profissionais por adoecimento no trabalho em 2017, três se enquadram nessa denominação: lesões no ombro, sinovite (inflamação em uma articulação) e tenossinovite (inflamação ou infecção na bainha que cobre o tendão) e mononeuropatias dos membros superiores (lesão no nervo periférico).

Nessa última, a mais comum é a doença conhecida como Síndrome do Túnel do Carpo, resultante da compressão interna do nervo mediano na altura do punho, problema comum em pessoas que fazem movimentos repetitivos em alta velocidade ou associados à força como digitar, tocar instrumentos musicais, torcer roupas, picar alimentos em cozinhas industriais etc.

Doenças atacam trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e contínuas com uso da força

O auditor-fiscal do Trabalho Jeferson Seidler explica que embora sejam doenças mais comuns em trabalhadores que realizam tarefas repetitivas e contínuas, que exigem força, desvio do punho ou elevação dos braços acima da linha dos ombros, o estresse também pode propiciar o surgimento do problema. “São as situações que costumamos classificar como riscos psicossociais, como pressão excessiva por metas, metas inalcançáveis, rigor exacerbado no controle das tarefas, pressão das chefias, chegando até a assédio moral em alguns casos”, pondera.

Essas situações têm sido frequentemente associadas ao trabalho em bancos, supermercados, frigoríficos, telemarketing e cozinhas (restaurantes, catering) e nas indústrias eletroeletrônica, de veículos, têxtil e calçadista. Em termos de taxas – proporção de casos em relação aos expostos aos riscos -, destaca-se a fabricação de aparelhos de recepção, reprodução, gravação e amplificação de áudio e vídeo. Nessa área foram registrados, em 2017, aproximadamente 14 casos de afastamento por mil trabalhadores.   

Prevenção 

Os principais prejudicados com as ocorrências de LER/Dort são os trabalhadores. Mas os empregadores também têm prejuízos quando o INSS precisa afastar os empregados das tarefas diárias. Se somados todos os dias que os trabalhadores ficaram afastados das tarefas profissionais em 2017 por causa de alguma doença relacionada a esses dois problemas, o número chegaria a 2,59 milhões de dias de trabalho perdidos.

Por isso, a prevenção é a maneira mais eficaz de resolver o problema. O auditor-fiscal Jeferson Seidler explica que o primeiro passo deve ser uma avaliação ergonômica do trabalho e a adequação dos problemas encontrados. Isso é tão importante que foi criada uma Norma Regulamentadora para tratar especificamente do tema, a NR- 17.

Além disso, uma avaliação médica especifica, com inventário de queixas nos setores de maior risco, pode identificar precocemente os primeiros casos e alertar para a necessidade de adequar as medidas preventivas. “O empregador precisa organizar o trabalho de tal forma que o trabalhador não adoeça. E não tem como fazer isso sem avaliar o ambiente e tomar medidas que garantam a saúde dos seus empregados”, explica.

Além disso, há as ações complementares que podem ser adotadas. Entre elas estão as pausas para alongamento e recuperação, aquecimento, exercícios de alongamento antes e depois do trabalho e a ginástica laboral. “Gostaria de fazer uma observação em relação a ginástica laboral, porque entre todas essas medidas preventivas, talvez seja a mais conhecida. Apesar de ser muito importante, não tem a capacidade de resolver sozinha os problemas ergonômicos que levam à ocorrência de LER/Dort. É apenas parte da solução, e uma parte complementar”, complementa o auditor.

Canpat 2018 

O Ministério do Trabalho lançou em abril a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Canpat), que se estende até novembro. O objetivo é chamar atenção para a prevenção de acidentes e adoecimentos que vitimizam trabalhadores diariamente. Em 2017, de acordo com números preliminares do INSS, foram concedidos 196.754 benefícios a trabalhadores que precisaram ser afastados das atividades profissionais por mais de 15 dias devido a algum problema de saúde ocasionado pelo trabalho. A média foi de 539 afastamentos por dia.

O ministro do Trabalho, Helton Yomura, lembra que a intenção é conscientizar empregadores, trabalhadores e toda a sociedade sobre a necessidade de observar as normas de segurança e saúde no ambiente de trabalho. “Precisamos olhar para esse tema com a importância que ele merece. Ter ambientes de trabalho seguros e saudáveis é importante tanto para o trabalhador quanto para o empregador, com benefícios que alcançam todos os brasileiros, economicamente ativos ou não”, destaca. 

 

Fonte:

Ministério do Trabalho
Assessoria de Imprensa

Liberado o tráfego pelo túnel da avenida Borges de Melo

Liberado o tráfego pelo túnel da avenida Borges de Melo

VLT | Túnel vai permitir aos trens trafegarem sem parar para esperar o fluxo de veículos. Prefeitura anunciou que, até setembro, será entregue o túnel da Via Expressa

Desde 2014, ano da penúltima Copa do Mundo, moradores do entorno da avenida Borges de Melo viviam entre tapumes, cones, poeira e o que mais sinalizasse que, ali, era tocada a obra do túnel sob um trecho da linha Parangaba-Mucuripe, operada por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Ontem, dia de jogo do Brasil na Copa de 2018, o túnel foi aberto para o tráfego.

“É uma obra esperada há muito tempo”, reconheceu o governador Camilo Santana (PT), presente à cerimônia de descerramento da placa de inauguração do túnel Eduardo Dourado da Fonte na manhã de ontem. “Vai beneficiar não só o trânsito da Cidade, mas o VLT, que está em operação assistida da Parangaba à estação Borges de Melo”. O investimento na obra do túnel foi de R$ 30 milhões. O prefeito Roberto Cláudio (PDT) aproveitou para dizer que o VLT será, com o tempo, integrado pelo Bilhete Único a ônibus, vans e bicicletas do sistema municipal. Além disso, anunciou que até setembro será entregue o túnel longitudinal entre Via Expressa e Alberto Sá, que compõe o conjunto de obras para assegurar a operação do ramal Parangaba-Mucuripe. “Essa área da Cidade já tem demandado obra de mobilidade desse porte. O eixo Borges de Melo é um dos principais de transporte de ônibus e veículos”, analisou Roberto Cláudio. Com a entrega do equipamento na região, fica livre a passagem de quem trafega pela Borges de Melo sentido Rodoviária e de quem, da Rodoviária, se desloca sentido BR-116. A vantagem disso, para o VLT, é que, sobre o túnel, o trem não precisará parar para o fluxo de veículos.

A população que resistiu às desapropriações no entorno do equipamento, embora satisfeita pela melhoria das condições de mobilidade devido ao túnel e ao VLT, ressaltou somente que, para concluir, de fato, a obra, é preciso investir em iluminação pública e escoamento de água da chuva. “À noite, fica tudo escuro. Não tem segurança”, afirmou o eletricista Lourival Mendes Almeida, 57.

“Iluminação está até ligada agora”, rebateu o governador Camilo Santana. “Asfaltei todas as ruas do perímetro. Claro que, se faltar algum detalhe, vamos ouvir a comunidade. Fiz um poço profundo aqui pra atender a comunidade”, continuou. O governador lembrou que, em breve, deve dar ordem de serviço para a construção de um residencial para atender à demanda das famílias deslocadas pela obra do VLT. “É um residencial pequeno”, frisou. (Luana Severo)

ÔNIBUS

Com a liberação do trecho, algumas linhas de ônibus mudaram a rota, o que surpreendeu usuários. De acordo com a Etufor, uma avaliação será feita hoje para redimensionar as paradas no novo itinerário.

Fonte: Jornal O Povo