EMPREGOS FORMAIS NA CONSTRUÇÃO, UMA ANÁLISE DO SALDO CAGED EM MARÇO/2017

Na análise dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados pelo MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, para o mês de março de 2017, tem-se que o conjunto dos setores da economia cearense perdeu -4.675 postos de trabalho formais, somente no mês de março. No 1º Trimestre do ano, a perda foi de -12.047 empregos e no acumulado dos 12 meses, a queda no número de postos de trabalho teve resultado ainda maior (-31.930).

Os resultados de março, demonstram que apenas o setor de Administração Pública gerou novos postos de trabalho (175), enquanto os demais setores obtiveram perdas, são eles: Comércio (-1.447); Construção (-1.258); Serviços (-1.022); Indústria de Transformação (-548); Agropecuária (-286); Serviços e Industria de Utilidade Pública (-235); Extrativa Mineral (-54). No acumulado do ano, os setores que mais destruíram postos de trabalho foram o Comércio (-5.476) e Serviços (-2.702). Já contabilizando os últimos 12 meses, os setores da Construção (-13.651) e do Comércio (-6.199) foram os que mais desempregaram. Apenas o setor de Administração Pública apresentou resultados positivos na avaliação de 2017 (485) e do acumulado dos doze meses (410).

Tabela 1 – Saldo de Emprego Formal, por Setores Econômicos, Ceará – 2017
Setores Março No Ano 12 meses
Saldo Saldo Saldo
Total -4.675 -12.047 -31.930
Extrativa mineral -54 -156 -370
Indústria de transformação -548 -1.443 -5.504
Serviços Ind. de Utilidade Pública -235 -175 -1.644
Construção Civil -1.258 -980 -13.651
Comércio -1.447 -5.476 -6.199
Serviços -1.022 -2.702 -3.465
Administração Pública 175 485 410
Agropecuária, extr vegetal, caça e pesca -286 -1.600 -1.507

Fonte: CAGED/MTE
Elaboração DIEESE/ SS SINTEPAV-CE

Analisando, exclusivamente, o setor da Construção, no Ceará, em março, foi observado uma queda de 1.258 postos de trabalho, e assim anulou o efeito positivo no mercado de trabalho observado em fevereiro (1.066), por isso, no acumulado do ano o setor apresentou perda de -980 postos de trabalho. Na avaliação mensal, as atividades que geram empregos foram: Construção de Rodovias e Ferrovias (57); Obras de Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (47) e Instalações Elétricas (47). As atividades que mais desempregaram foram: Construção de Edifícios (-1.198) e Montagem de Instalações Industriais e de Estruturas Metálicas (-147). Especificando à análise mensal por subsetor, temos que a Construção de Edifícios perdeu -1.198 vagas de empregos, Obras de Infraestrutura criou -60 e Serviços Especializados para a Construção manteve-se estável.

Passando para análise da Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE), que compõe a base da Construção Pesada, de acordo com a abrangência SINTEPAV-CE, constatou-se que o subsetor avançou com redução de -55 postos de trabalho em março de 2017, mesmo com o saldo negativo deste mês, o resultado anual segue positivo, totalizando 574 vagas geradas. Em 2017, das 14 atividades da Construção Pesada, seis apresentaram saldo positivo, com destaque para Construção de Rodovias e com saldo de 57 postos de trabalho. Das atividades que apresentaram perdas de emprego, salienta-se: Serviços Especializados para a Construção não Especificados Anteriormente (-137). Nos últimos doze meses, o subsetor de Construção Pesada apresentou déficit de empregos formais de -1.498, destaca-se: Serviços Especializados para a Construção não Especificados Anteriormente (-1.509). Dos subsetores que apresentaram saldo positivo, no mesmo período, temos: Construção de Rodovias e Rodovias (1.212) e Obras de Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (818).
Gráfico 1- Saldo Acumulado de Emprego – CAGED – Ceará – 2010-2017

Fonte: CAGED/MTE
Elaboração DIEESE/ SS SINTEPAV-CE
*Não foram contabilizados trabalhadores da Montagem Industrial.

Comparando os resultados do mercado de trabalho na Construção Pesada, nos últimos oito anos, observou-se que na metade dos anos, o resultado do primeiro trimestre foi positivo (2010; 2014; 2016 e 2017). Em 2017, o saldo positivo foi de 574 postos de trabalho, resultado 20,4% inferior ao observado em 2016.
A expectativa é que haja um crescimento do número de vagas no mercado de trabalho da Construção Pesada, com os investimentos públicos em execução e previstos para o Ceará no ano de 2017.

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